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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

#TeoPereiraNãoMeRepresenta

Desde sempre a alcunha de “blogueiro” remete, no imaginário popular, à secular figura do fofoqueiro, cuja importância para a formação da sociedade sem freios na qual vivemos hoje foi vital. 


O termo “Weblog” foi criado por Jorn Barger em 17 de Dezembro de 1997. A abreviação “blog”, por sua vez, foi criada por Peter Merholz que, de brincadeira, desmembrou a palavra weblog para formar a frase “We Blog” ("nós blogamos"). Pouco depois, Evan Williams usou blog tanto como substantivo quanto verbo (to blog ou "blogar", significando "editar ou postar em um weblog").


Atualmente uma figura ácida foi criada pelo núcleo de dramaturgia da Rede Globo, interpretada pelo ator Paulo Betti, para representar essa categoria no horário nobre: Maldoso e ferino, destila todo seu veneno nas notícias que publica em seu blog. Não é muito amante da verdade, por isso de vez em quando apela para o "segundo me contaram" e publica uma notícia mentirosa - razão dos vários processos a que responde. Persegue figuras públicas e da sociedade, além de não ter tido (de imediato) a simpatia da comunidade LGBT pela maneira caricata como expõe a sua condição sexual em detrimento da do seu rival na ficção, Cláudio Bolgari (interpretato pelo ator José Mayer), que tem uma vida sexualmente dúbia.


O fato é que, com sua acidez e seus trejeitos afetados, Téo Pereira macula a imagem dos blogueiros, cujo talento em conduzir a informação de diversas maneiras e linguagens vem sendo diminuída e descaracterizada com a ascenção do personagem na trama. Para a especialista em educação sexual, Mônica Saldanha, de 25 anos, não existe diferença entre um homossexual e um heterossexual fazendo uma fofoca, mas concorda que é preciso haver mais união entre a minoria. “A pessoa que foge da heteronormatividade sofre com comentários maldosos a vida toda, então poderia ter um pouco mais de consciência na hora de fazer o mesmo com os outros.


Partindo desta premissa, deixo bem claro que o personagem que se intitula “blogueiro” Téo Pereira, NÃO ME REPRESENTA


Nós, os verdadeiros, muitas vezes temos medo de deixar transparecer nossas qualidades e brilho próprios. Nos escondemos atrás de uma máscara que usamos, com medo de parecer presunçosos ou donos da verdade.

Alguns de nós são excelentes para informar, outros para divertir, alguns para alertar, mas todos para encantar! Somos e seremos sempre assim.

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