Aconteceu na última quinta (19) uma reunião entre todas as Equipes do PSF (Programa de Saúde da Família) de São Mamede para apresentação e implementação da Equipe do NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família), uma proposta inovadora para o SUS, com o objetivo de fortalecer e ampliar as ações e a resolutividade na Atenção Primária a Saúde/ Estratégia Saúde da Família.
O NASF, modalidade 1, consorciado entre os municípios de Santa Luzia e São Mamede, deve funcionar em horário de trabalho coincidente com o das Equipes de Saúde da Família e sua composição, definida pelos gestores municipais, tem por base o diagnóstico do perfil epidemiológico seguindo os critérios de prioridade identificados a partir das necessidades locais e da disponibilidade de profissionais de cada uma das diferentes ocupações.
Integram a equipe NASF os profissionais: Sylvia Nóbrega de Medeiros (Enfermeira – Coordenadora), Sabrina Bezerra da Silva (Nutricionista), Luciana Veloso Ribeiro (Assistente Social), Steff Graff Ricarte Alves (Fisioterapeuta), Kelly Sandra Dantas Pereira (Psicóloga), Antônio Edme Teixeira Alves ( Fisioterapeuta) e Péricles Giovanni de Souza Tôrres (Educador Físico).
Entenda o que é o NASF
Em 2008 o Ministério da Saúde (MS) criou os Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASF), uma proposta inovadora para o SUS, com o objetivo de fortalecer e ampliar as ações e a resolutividade na Atenção Primária a Saúde/ Estratégia Saúde da Família.
Os NASF são constituídos por equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, que atuam em parceria com os profissionais das Equipes Saúde da Família - ESF, compartilhando as práticas em saúde nos territórios sob responsabilidade das ESF, atuando diretamente no apoio às equipes e na unidade na qual o NASF está cadastrado.
A responsabilização compartilhada entre as equipes SF e a equipe do NASF na comunidade prevê a revisão da prática do encaminhamento com base nos processos de referência e contra-referência, ampliando-a para um processo de acompanhamento longitudinal de responsabilidade da equipe de Atenção Básica/Saúde da Família, atuando no fortalecimento de seus atributos e no papel de coordenação do cuidado no SUS.
O NASF deve buscar instituir a plena integralidade do cuidado físico e mental aos usuários do SUS por intermédio da qualificação e complementaridade do trabalho das Equipes Saúde da Família - ESF.
O processo de trabalho dos NASF, nos territórios de sua responsabilidade, deve ser estruturado priorizando: Ações Clínicas compartilhadas para uma intervenção interdisciplinar, com ênfase em estudo e discussão de casos e situações, atendimento conjunto, realização de projeto terapêutico singular, reuniões, orientações, bem como, apoio por telefone, e-mail, etc.; Intervenções específicas do profissional do NASF com os usuários e/ou famílias, de forma que o atendimento individualizado pelo NASF se dê apenas em situações extremamente necessárias, sem descomprometer a equipe de saúde com o caso; Ações compartilhadas nos territórios de sua responsabilidade, desenvolvidas de forma articulada com as equipes de SF e outros setores, desenvolvimento projeto de saúde no território, planejamentos, apoio aos grupos, trabalhos educativos, de inclusão social, enfrentamento da violência, ações junto aos equipamentos públicos.
Para a organização e o desenvolvimento do processo de trabalho do NASF, algumas ferramentas podem ser enumeradas, das quais são exemplos: Apoio Matricial, a Clínica Ampliada, o Projeto Terapêutico Singular (PTS), o Projeto de Saúde no Território (PST) e Pactuação do Apoio.
· Apoio Matricial: os profissionais (NASF e SF) irão compartilhar os seus saberes, ampliando a resolução dos problemas mais comuns. O Apoio tem duas dimensões: Dimensão assistencial - é aquela que vai originar uma ação clínica direta com os usuários; Dimensão técnico-pedagógica - é aquela que vai gerar uma ação e apoio educativo com e para a equipe;
· Clínica Ampliada: tomar a saúde como seu objeto, considerando o risco do sujeito em seu contexto.
· O Projeto Terapêutico Singular é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas para um sujeito individual ou coletivo e resultado da discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar e usuário, com apoio matricial, se necessário. Podendo ser estruturado por meio dos momentos de: diagnóstico, definição de metas, responsáveis, avaliação;
· Projeto de Saúde no Território: é uma estratégia das equipes de referência (equipe de SF) e de apoio (NASF) para desenvolver ações na produção da saúde no território que tenham foco na articulação dos serviços de saúde com outros serviços e políticas, de forma a investir na qualidade de vida e na autonomia de sujeitos e comunidades;
· Pactuação do Apoio em duas dimensões: Construção do Projeto do NASF em conjunto com os gestores, equipe de SF e Controle Social; e Pactuação do processo de trabalho do NASF entre gestores, equipe de SF, NASF e a participação social.
A equipe do NASF e as equipes da Saúde da Família criarão espaços de discussões para gestão e constituição de uma rede de cuidados. Por exemplo, reuniões e atendimentos conjuntos constituindo processo de aprendizado coletivo. Dessa maneira, o NASF não se constitui porta de entrada do sistema saúde
Sua implementação implica, portanto, necessidade de estabelecer espaços rotineiros de reunião, o que incluiria discussão de casos, planejamento de ações, estabelecimento de contratos, definição de objetivos, critérios de prioridade, critérios de encaminhamento ou compartilhamento de casos, critérios de avaliação, resolução de conflitos, etc. Tudo isso não acontece automaticamente, tornando-se necessário que os profissionais, tanto do NASF como das equipes de Saúde da Família, assumam sua responsabilidade na cogestão da saúde e os gestores coordenem esse processo, em constante construção.
Fonte: Caderno de Atenção Básica nº. 27 – Diretrizes do NASF/MS e Oficina de Qualificação do NASF/MS.
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Fotos: @joacirmedeiros








