Pages

Subscribe:

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Manuel Lucena: Do poema ao causo

"Brinco com as palavras, tento descobri-las, mas só sei junta-las". É assim que Manuel Lucena dos Santos, o professor e poeta popular Colo define sua inspiração.


Nascido de uma família simples, o jovem quarentão é o orgulho da mãe, dona Geralda e do pai, Expedito, que mesmo com todas as adversidades da vida conseguiram forma-lo no Curso Superior de História pelas Faculdades Integradas de patos (FIP), de onde recebeu diversas comendas por sua brilhante atuação como docente daquela instituição.

Professor, Interpretador do patrimônio Histórico, Guia de Turismo Ecológico, Poeta; Coló so descobriu que tinha o dom da escrita aos 15 anos. "Isso eu descrevo bem no meu livro Vamos falar de amor. Infelizmente nunca fui bom leitor, mas gosto de criar minhas próprias histórias".

Coló afirma que o curso de História não estava dentre os seus favoritos, mas que aproveitando a oportunidade, apaixonou-se pelo mundo investigativo que o mesmo lhe oferecia.

Sobre os "causos" de São Mamede (os quais ele afirma serem a maior fonte de inspiração de sua obra), foi observando a riqueza dessas estórias e conversando com as pessoas de sua comunidade que ele viu existe um mundo cultural desconhecido da grande massa, e que conserva um grande conhecimento em suas raízes.

Antes a escrita era um hobbie. Agora ele percebe que a inspiração é muito correlata com sua formação acadêmica. "A inspiração vem naturalmente", diz ele. As vezes sozinho, andando pelas ruas (sempre de caneta e papel em punho) a inspiração lhe brinda com belos textos, que ultimamente adquiriram uma máscara afetivo-sentimental  já que o poeta rendeu-se ao mais nobre dos sentimentos: o amor.
Manuel Lucena (Coló) com o poeta Mário Bento
Quando fala do cenário cultural do Município, ele é taxativo: "Precisamos redescobrir os valores que já são lapidados, mas que ainda precisam de apoio". Talvez Coló, indiretamente, peça que essa descoberta comece por si, um grande artista que sequer meios tem de manter sua obra dignamente arquivada; é a próprio punho que Colo escreve sua obra, algumas até em papel reciclado como pudemos testemunhar. Ele afirma que a Casa da Cultura é um excelente projeto, mas que precisa ser encarado com a seriedade que merece.

2 comentários:

EDILSON disse...

FOI UM PRASER TER VISTO VCS UM GRANDE ABRAÇO DE EDILSON DE BAJE

Anônimo disse...

quero parabenizar voce coló pelo poeta que se tornou fiquei orgulhosa de voce
marlene pvh/ro sua ex. colega de classe.

Postar um comentário